segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Relendo o que escrevi dia 22 de dezembro de 2012:
2013

Eu caminhei por muitas horas, carreguei tudo que já tinha ficado, atravessei o deserto. Eu corri, subi, desci, escorreguei, finquei, topei. Eu andei por lugares lindos, vivi algumas histórias, passei rápido, parei pouco, por precisar sempre voltar.
Eu estou agora no ponto de partida, disposta a percorrer outras trilhas que antes não tive tempo de arriscar. E o melhor, com calma e sem olhar para trás, sem desmerecer momento algum.


Em 2013, o que mais deu certo foi meu desejo de não carregar o passado. Depois de quase 8 anos, larguei a terapia e me sinto feliz assim. Comecei um novo projeto profissional que me deu insegurança, mas no final já estava tranquila e segura. Fiz greve pela primeira vez, criei vínculos maiores no trabalho, me mostrei mais. Conquistei novas amizades.
Quero prosseguir em 2014, buscando novos caminhos, carregando o que for mais fácil e ter o indispensável, crescer sem apegos desnecessários e arriscando ainda mais, pois em algumas trilhas me poupei, fiz pouco esforço, achei que só valeria a visita se alguém me convidasse.
 Em  2014, quero ser entrona, não esperar com tanta cerimônia , ir sem tanto medo e um pouco de tranquilidade que não faz mal a ninguém.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

De todos os caminhos percorridos em 2013, o que levo de melhor, foi ter aprendido a conviver com as pessoas. Estou levando tanta convivência boa, nem todas foram como gostaria, em uma das escolas que trabalho foi ano de luta e de briga, mas até os conflitos foram produtivos, afinal brigar também é melhor que não se posicionar.
Ainda que sem jeito, o Pnaic me ajudou muito. É sempre surpreendente, mesmo também tendo feito muito por merecer, perceber o carinho do outro.
Sim, eu acho sim, que uma das inteligências importantes a serem desenvolvidas é a intrapessoal, segundo a teoria de Gardner das múltiplas inteligências.
O caminho ainda é longo pela frente. Que venham outros anos de Pnaic!

sábado, 16 de novembro de 2013

Blue Jasmine

Assisti ontem Blue Jasmine, Woody Allen está tão sarcástico que não tinha como não me apaixonar pelo filme. Jasmine é tão esquisita quanto Alice de Simplesmente Alice, porém de uma forma um pouco mais urbana e atual.
Eu que sou um pouco claustrofóbica e tenho tendência à crise de ansiedade, me vi ali doida que nem Jasmine, precisando de um bom copo para relaxar, como ela. Que sacanagem, Woody Allen, colocar uma mulher tão louca, com questões tão comuns da contemporaneidade. Deu medo de enlouquecer também. A identificação com a personagem para por aí, mas me rendeu uma sexta leve e muitas discussões interessantes em um bar com uma amiga.


Eis, a sinopse do filme:
Na trama, Uma mulher rica (Cate Blanchett) perde todo seu dinheiro e é obrigada a morar em São Francisco com sua irmã (Sally Hawkins), em uma casa muito mais modesta. Ela acaba encontrando um homem (Alec Baldwin) na Bay Area que pode resolver seus problemas financeiros, mas antes ela precisa descobrir quem ela é, e precisa aceitar que São Francisco será sua nova casa.
Jasmine experimenta uma certa queda de categoria social bem diferente daquela por que passa Blanche. O marido vigarista é um finório e constitui uma oposição bem interessante ao namorado de Ginger.
O título do longa se refere à música “Blue Moon”, cuja personagem Jasmine cita a todo momento como símbolo de dias melhores que não existem mais.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

"Que esse já não bate nem apanha
Por favor!
Uma emoção pequena, qualquer coisa!
Qualquer coisa que se sinta...
Tem tantos sentimentos
Deve ter algum que sirva"
 

 
Não, eu nunca fui de não sentir. O meu problema é de sempre sentir de mais; eu continuo assim, porém tenho aprendido a desmistificar as pessoas e as relações humanas.
Hoje quando quebra, quebra... não consigo olhar da mesma forma. É como um desinteresse instantâneo.
Fui ouvir Arnaldo Antunes esses dias, acho interessante como essa música dialoga com a crônica sobre o Ciclo seco de Caio. Não, eu não estou no Ciclo seco, porém tive um tão grande ano passado e vez por hora, ele ameaça voltar. Porque as pessoas, essas estão aí para nos desapontar a todo tempo. E eu criei um subterfúgio para me proteger de tudo isso; não foi por mal, mas aqui dentro agora, quando quebra, quebra...
Recomendo a mim mesma que não haja falta de coragem por conta disso, portanto coragem! Porque é tão bom ter tantos sentimentos.
 


sábado, 19 de outubro de 2013

De vez em quando, leio o blog quase todo, observo palavras fortes que usei em momentos que nem precisava de tudo isso.
A versão 2013 é a mais leve de todas, não que a vida esteja fácil, mas leveza se constrói e tenho amigos que têm me ajudado a viver dessa forma. Então que assim seja.

sábado, 31 de agosto de 2013

Esses dias, li uma crônica tão perfeita do Carpinejar, que diz que depois dos 35, acabou a facilidade, só a felicidade rejuvenesce.
Realmente, Carpinejar, depois de uns anos, eu aprendi que apesar das mil dificuldades da vida, o jeito é driblar todos os mil ventos que insistem em nos empurrar para a direção oposta, buscar desesperadamente o que nos faz bem.
Chega uma hora que se não for por algo muito trágico, não dá para perder dias preciosos com a mesma lamúria. Ando sem paciência alguma para quem reclama de tudo. Se for homem então, acho extremamente desinteressante os saudosistas e reclamões.
Eu que fui uma adolescente tardia, que achava elegante a dor e qualquer coisa me deprimia, concordo com você, Carpinejar, quando diz que mulher deprimida, mesquinha, chata só pode ser bonita até os 35, depois a forma que enfrenta os problemas é o que a torna bonita, a felicidade é o que dá viço à pele e brilho nos olhos. E ainda vou mais adiante,vale o mesmo para homem e nem precisa passar dos 35, a partir dos 30, principalmente, deveríamos nos reinventar sempre.
O único problema disso tudo é por reclamar tão pouco, muitas das vezes, as pessoas tornam-se insensíveis às suas questões.
Eis, a crônica na íntegra:

http://carpinejar.blogspot.com.br/2013/04/depois-dos-35-anos.html

domingo, 4 de agosto de 2013

Ela é o excesso de palavras; quem chora e ri contando o mesmo assunto. Ela é teatral, faz ótimas imitações de nossas vidas. Ela conta mil histórias ao mesmo tempo, mal termina uma. Nunca apresentei a alguém que não tivesse gostado dela, é boa de papo. Ela é cheia de sonhos, quase todos cabem em uma mala de viagem. Ela é leve, mesmo se achando pesada, porque no final, sempre prevalece o bom humor. Ela é quem me liga quase todos os dias, quase sempre por nada importante. É quem me irrita e brigo por motivos bobos. Ela me ajudou quando precisei, e eu a ela, depois disso, eu aprendi que poderia passar por todas. Não que não tivéssemos outras pessoas, mas é quem mais me entende. É quem eu não consigo falar, sem lembrar de mim. Sempre, que ando pelo Centro, tem conversas nossas em algum lugar. Ela é amizade, poesia compartilhada. É encontro de alma, amiga, a melhor que poderia ter.