sábado, 7 de fevereiro de 2015

No meio à sala vazia ; no meio às prateleiras de livros , no meio às minhas angústias ;  no meio aos problemas que tenho para resolver; no meio às minhas decorações sonhadas por anos; no meio aos remédios ; no meio. Bem no meio de tudo isso , jogo os sapatos , ligo a vitrola , sinto uma paz de estar em casa, e digo a mim mesma, enquanto esquento a comida, eu vou ficar bem

terça-feira, 13 de janeiro de 2015




A poesia anda dura

Anda ensinando que tem dias que a pedra é  pedra

e que a nuvem só vira algo bom, quando a vida dá trégua

A poesia é para os fortes

Caio, Frida, Clarice estão na parede da sala

para mostrar que é para resistir, Clarissa!

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

"E o lugar mais frio do Rio é o meu quarto"

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

"Passo noites longas, difíceis, o sono raro, entre fragmentos febris de suores e pesadelos, assombrado por Frida Kahlo. Choro muito. Não consigo terminar o livro, não consigo parar, não consigo ir em frente. Seguro sua mão imaginária no escuro do quarto e sei que seja qual for a dimensão da minha própria dor, não será jamais maior que a dela. Por isso mesmo, eu o suportarei.
Como ela, em sua homenagem, Frida."

domingo, 2 de novembro de 2014






"Um dia eu vou ficar bem
Só pra te querer mais
Onde quer que eu ande bem
Domingo é pra te dar paz"

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Para ler imaginando um café em Paris



Cinco anos após terem terminado um namoro, duas pessoas se encontram, por acaso, em uma cafeteria. Acenam de longe, quando um deles distrai - se , o outro observa e para, até perceber que um deles notou. Depois de um tempo reconhecendo os trejeitos do outro, um deles resolve chegar mais perto. Aproxima- se e pergunta de uma só vez, como se fosse um oi:
-" Desculpa, mas você ainda bebe café como se fumasse um cigarro?
Ela sorri, diz que roupas de inverno, realmente, caem muito bem nele e responde:
- " Parei com o café, começou a atacar a minha gastrite."
A conversa foi rápida, deu até uma nova sensação de paz em ambos.
Até que subitamente,ela piscou o olho e disse:
"- Desculpa, mas eu não sei bem quando, aquela menina, que não parava de falar, bebia café como se fumasse cigarro e que implicava por todas as besteiras do mundo, foi embora. "
O outro suspirou e mumurou:
-" um beijo, em cada café, viagem, livro, esquina, fotografia que nos restou ."

domingo, 6 de julho de 2014

À todas as terras que não estão abandonadas


Foi traumático e doloroso dar um basta, dizer não, arrancar de vez aquele matinho que cresce em qualquer lugar. Foi traumático e doloroso, porque às vezes, é mais cômodo deixar como está. E a pergunta que lhe vinha à cabeça era, quantas vezes teria de ser assim, dolorido, sofrido e penoso ?
Não, a vida continuava andando, por vezes, era só dar a volta, para não pisar na grama alta. Mas por que então encarar o que é trabalhoso?
- para reconhecerem o dono da casa.