terça-feira, 22 de março de 2011

Eu queria dizer sem precisar falar, deixar a tela em branco, mas que todos compreendessem. A cabeça e a coluna doem, eu preciso lembrar sempre de não pecar pela falta, então não posso querer dizer sem precisar falar, nem tampouco querer tela em branco e ser compreendida por isso.

Amarrar uma fita no dedo para não esquecer de ousar todos os dias, poderia ser uma solução

 ou decretar férias de mim mesma?

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011



Eu sempre tive medo de andar de bicicleta, de dirigir também, mas a bicicleta veio antes, naturalmente.  Um dia, lembro que voltei de viagem pedalando, eu tinha, por volta, dos meus 11 anos, queria que todo mundo soubesse , finalmente, havia conseguido, porém , na época, achava -me velha para comemorar algo que já era para ter aprendido anos antes.
 Depois cresci e descobri um tanto de gente legal que  nunca aprendeu. E ainda hoje, um pensamento me vem de vez em quando, como se perde tempo com bobagens, mas não era sobre a perda de tempo e seus mistérios que desejo falar agora , que fique em segredo que ainda sofro desse mal.
Domingo me senti com 11 anos novamente , resolvi andar de bike depois de muitos anos, coloca uns 10 anos aí, e nesse tempo decorrido, há um mistério que tento desvendar aqui dentro, por que fiquei tanto tempo sem pedalar ?  Mas isso é assunto para outro dia.
O dia estava lindo, a Lagoa ensolarada, final de tarde e meu reencontro, a princípio , não foi dos melhores, senti tanto medo, achei que não conseguiria equilibrar-me e que dizer "é igual a andar de bicicleta, a gente nunca esquece" seria a maior incoerência do mundo , entretanto, uns minutinhos depois vi que era possível sim! Fiz questão de andar devagar, sem pressa, um pouco tensa com cabelos ao vento e dentro de mim, a todo momento, só tinha uma certeza, daria a volta completa na Lagoa sem me preocupar com hora e de ficar para trás porque o tempo era meu.
E de uma coisa eu sabia , dessa vez ninguém me convenceria que havia um tempo certo. Era eu só e mais ninguém .

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Ontem se foi a minha última avó e a vida de agora em diante será sem tantos mimos. Esse não é um texto triste, porque ela lutou tanto nesse últimos tempos pela vida que só me dá vontade de fazer sempre o mesmo. Eu vou sentir saudades de te ouvir me chamando de boneca, de pudim de leite condensado e de seu sorriso doce.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

À todas as pessoas que vêem o seu quintal

Do alto do avião, tudo passa em fração de segundos e é tão pequeno: árvores, casas, nuvens, pessoas; meus olhos não sabem para onde olhar. Um pensamento urgente grita , quando se está no alto e distante se enxerga mais. Pensei em uma amiga, que anda olhando a vida pela janela de um ônibus com a visão periférica apenas. E o que eu mais queria que ela entedesse hoje sem que parecesse conselho é, como é bom, por vezes, voar.


Voltar é sempre bom também.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Nuvens, espaços azuis, pérolas no fundo do mar. Clack!

Quando a saudade aperta eu assisto a esse video, palavras doces me vêem a cabeça...
Como gosto dessas crianças! A profissão é um lado feliz meu e me sinto valorizada pela minoria, e hoje isso basta.



Saiu cortado o video, porque tive que diminuir.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Ei, você que me vê passar
As palavras me acompanham, andam juntas;
nuas, cruas, sem espaço , sem lugar
Não sei , não sei, Por onde tenho andado
Que direção é essa que me leva a lugares perdidos
Palavras amontoadas...
Não, eu sei, não é um mal
perder-se é buscar um quê
um quê de não estar aqui,
de estar em outra ou deslogado
Onde me enterrei por tantos anos?
Perder para encontrar alguma coisa dentro
De alguém ,de algum lugar
Ei, você que me olha, pode me sentir?
Por entre histórias, por entre percursos
Nunca antes tinha encontrado
para que tanta dor, tanto amor?
Tudo arremessado.
E no fim, ninguém sabe
Que sentimento nascerá do quê.
o que foi lançado?

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Se eu não acabar o ano, como eu digo para os meus alunos, com a boca espumando e o olho torto, acho que por um bom tempo: andarei de bicicleta, subirei no pau de sebo, tomarei banhos de mar.